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Sim, meus caros,

O concurso Desenhe sua Elfa Peituda terminou! Dia 20 de Abril foram encerradas as participações, num total de 45 deviants enviados! O_O

Queria agradecer a todos e todas pelas participações, fico feliz com mais um sucesso de concurso aqui no grupo! :la:

Bom, por hora vou ser breve e apenas anunciar o encerramento, sem ainda dar o veredicto. Até esse final de mês estou com prazo curto pra cumprir, e não vou poder analisar todos os desenhos no momento. Mas assim que terminar meu compromisso, farei o ranking dos melhores, e já até estou pensando num prêmio XD

Falar também que estou analisando algumas ideias que foram enviadas pra mim, são boas, mas preciso ver como aproveitá-las da melhor maneira. Então, em breve, aguardem por novidades por aqui!

Ah, e pedir um favor para os participantes: gostaria que, por gentileza, verificarem na pasta do concurso (esta aqui -> [link]) se seu desenho está contido nela. Pode ser que eu tenha passado batido por algum que foi enviado e não coloquei na pasta certa, e até o dia do veredicto vou considerar apenas os que estão dentro dela. Caso seu desenho não esteja, me mande uma note, ou comente neste tópico me indicando seu desenho para eu poder mover para a pasta.
Lembrando que só vou considerar caso ele tenha sido enviado antes do dia 20 de Abril!

Fui o/
Sim, pessoal, hoje temos um especial aqui no grupo. :la:

Tenho o prazer imenso de entrevistar o editor-chefe da revista Ação Magazine: Alexandre Lancaster! Uma entrevista esclarecedora, que vai fazer você entender mais o porque do "sumiço" dele nas redes sociais, e saber do destino da revista.

Leiam!... e preparem-se, pois o post é grande :3
Entrevistado de hoje:

:iconlordlancaster: Alexandre Lancaster!



Imagem de Expresso, de Lancaster


#AcaoMagazineFan: Seu nome, idad... Ei, peraí, isso todos já sabem....
Como surgiu a ideia de criar a revista Ação? Você queria criar uma nos moldes da Shonen Jump mesmo, que é sucesso estrondoso no Japão, ou viu também uma oportunidade de conseguir publicar sua história Expresso?

~lordlancaster: Bom, vamos dizer que a coisa nasceu com Expresso mesmo. Eu lá pelo final dos anos 90 estava trabalhando em uma editora pequena do Rio de Janeiro, a Taquara Editorial, em um projeto de super-heróis que acabou não indo para a frente. Eu comecei a trabalhar em Expresso logo a seguir na mesma época, mas era inexperiente – e me juntei a um sócio para produzir uma revista em formato americano que tivesse quatro histórias na estética mangá. A coisa não foi para frente por motivos que não vem ao caso agora, mas eu tinha um conceito pelo qual estava apaixonado e queria produzir. E pensei realmente em fazer algo por mim mesmo.

Mas acabei percebendo que bater as portas com o projeto não adiantaria nada. Internet não era uma coisa tão efetiva naquele tempo, meu computador era de banda discada e as editoras nos anos 80 migraram para São Paulo, a coisa era muito difícil para quem estava fora de lá. E é difícil ser comercial: culturalmente brasileiro gosta de volume. Nem há como negar isso: mesmo uma revista da mônica oferece bastante pelo custo-benefício. Holy Avenger desafiou essa regra e se saiu bem com uma revista mensal de vinte e poucas páginas, mas justiça seja feita, ele teve o apoio prévio do público de uma revista existente e uma editora que foi paciente em segurar a publicação até que ela saiu do vermelho (na edição nº11, se me lembro bem). Não estou desmerecendo a qualidade do material; mas sem apoio, não adianta o projeto ser o melhor do mundo.

O ponto é que eu entendi que se fosse jogar Expresso na cara e na coragem sem apoio nenhum, eu viraria mais um case de mercado fracassado – mais um que teria uma revista jogada nas bancas, sem divulgação nem nada, que teria três números no máximo, e depois iria ser usado como munição para o discurso de "isso não vende" – ou pior, poderia ficar fazendo um álbum anual, virar um desenhista de fim de semana enquanto viveria de outra coisa. E quando casasse e tivesse filhos, nem esses fins de semana teria mais. Eu não tenho vocação underground, gosto de fazer materiais que acredito que todo mundo possa ler. Houve uma tentativa minha na Anime Pro de fazer um "almanaque online", o Ação Total – mas complicou em parte por conta dos envolvidos, em parte pela ausência de uma compensação financeira que mantivesse os autores produzindo e em parte pelo fato de eu não poder atualizar o material quando bem entendesse. Era o óbvio: não dá pra fazer uma revista pagando amendoins, caso contrário o autor cansa compreensivelmente e vai fazer outra coisa da vida. Perdemos muitos grandes quadrinhistas em potencial para o design por causa disso. E claro que interessa a muita editora nanica manter esse discurso de 'não é viável', para continuar pagando amendoins em cima da ansiedade de uma pessoa em publicar seus quadrinhos – e da falta de opção que se encontra.

Nesse meio tempo, fiz duas faculdades, uma de design na UNESA e outra de jornalismo na UGF, aqui no Rio de Janeiro. Acredito que ambas tenham sido muito importantes para mim e aprendi muito enquanto amadurecia a ideia de um almanaque.
Porque eu já havia me dado conta da imensa eficiência de um sistema similar ao japonês: você tem tempo para produzir, porque faz um número reduzido de páginas por capítulo; se sua série não emplacar, a revista prossegue e a editora não tem perdas. Claro, tivemos revistas tipo a Desenhe e Publique Mangá, mas elas não tinham esse critério de fidelizar o leitor com séries; jogavam histórias curtas de gente que queria aparecer, com um nível muito irregular de qualidade. Não adianta, mangá é folhetim, e precisa de espaço narrativo para ser trabalhado; mangá de oito páginas não consegue ser mangá por questões narrativas. Os europeus mais tarde conseguiram solucionar isso combinando alta densidade de quadros por página e comprimindo a narrativa mangá nelas – e com resultados muito interessantes – mas isso não é mangá nem bd clássico, é um híbrido que reúne o melhor de dois mundos e que pode ser encontrado nas obras de autores como Jean-David Morvan por exemplo.

Mas estou me desviando. O ponto é que eu percebi que poderia ir mais longe do que simplesmente me autopublicar e acredito que a Ação em si é maior do que as partes. É algo que oferece um método viável e que permita que a equipe possa se dedicar prioritariamente a ele em termos financeiros. E eu poderia beneficiar muito mais gente, e ajudar a transformar de forma séria o mercado. Eu poderia simplesmente ter reunido meus recursos, criado um estúdio e fazer uma revista só com criações minhas, de posse da empresa. E eu não quis fazer isso. Quis fazer algo que beneficiasse os envolvidos, que tivesse uma cara comercial, que pudesse ser trabalhado em forma de merchandising e retorno para todos. Eu sempre acreditei nisso a sério.

#AcaoMagazineFan: Como foi o processo de formação da sua equipe de autores? Will era fanzineiro, Petra já famosa por seus trabalhos... Houve indicação, você foi o “olheiro”...? Explique.
~lordlancaster: Eu reuni primeiro escritores. Queria antes de mais nada conceitos que funcionassem e que tivessem personalidade própria. Eu queria gente que tivesse algum estofo cultural para produzir – eu não queria ver clones de Naruto ou Bleach na minha revista, precisávamos de material com personalidade. Trabalhei como editor a maior parte deles, antes de oficializar o projeto. Alguns nomes chegaram a mim completamente por acaso, como a equipe de Jairo, mas valeram a pena. Tivemos bastante tempo antes de sairmos da toca.

#AcaoMagazineFan: A Ação venceu no ano passado o prêmio Angelo Agostini, um prêmio consagrado, em duas categorias. Como foi para você e sua equipe receber este prêmio?
~lordlancaster: O prêmio corresponde a edição 1, que foi a única a ter saído (o 2 saiu muito em cima), e apesar de coisas a corrigir na primeira edição, eu acredito que valeu o esforço e foi mérito dos autores publicados naquele número. E temos que parabenizar o Maurílio também por Tunado – um título que eu esperava que enfrentasse certa rejeição do público hardcore, mas eu sabia que ao entrar em contato com pessoas comuns, não tão habituadas a ler quadrinhos, teria uma recepção mais positiva. A partir do que eu estou testemunhando, parece que é o que está acontecendo.

#AcaoMagazineFan: A revista hoje passa por um momento de ‘crise’, e há um hiato muito grande entre uma publicação e outra. Sua editora é nova no mercado, teve todo o cuidado e processo de planejamento, porém mesmo assim os problemas foram inevitáveis. Quais adversidades você encontrou neste caminho que não estava esperando acontecer, e se elas foram os motivos dos problemas?
~lordlancaster: Não diria crise. Crise seria se não estivéssemos resolvendo os problemas – e estamos removendo um a um os verdadeiros entraves que prejudicaram a revista. Isso não se faz da noite pro dia e pode ser um inferno na vida de um ser humano, mas logo após a páscoa a 2 estará finalmente em bancas – e embora tenha havido um novo atraso, agora finalmente o processo está como deve ser. O que falta fazer é anunciar a periodicidade estabelecida, e isso será feito em um anúncio oficial. Isso também trará uma mudança: não haverá mais hiatos, mas em compensação não teremos mais uma diferença tão grande entre a ida da revista a bancas e a outros pontos de venda. Podem reparar que enquanto a revista não ia às bancas, ela estava sempre disponível em gibiterias e outros lugares, mas isso é paliativo; agora é hora do remédio chegar.

#AcaoMagazineFan: O ‘caso Arcabuz’ foi uma das primeiras ‘vazadas de bastidores’ que houve publicamente, através do grupo oficial do Facebook, além de outras situações parecidas. Como você vê essa ‘transparência’ que a revista tem passado pro seu público da internet?
~lordlancaster: Algumas coisas vão mudar quanto a isso. O leitor não quer saber desses detalhes, quer acompanhar as histórias. Mas as anunciaremos em breve. O ponto é que há alguns motivos pelo qual temos estado ausente da comunidade do facebook, mas anunciaremos isso em breve junto com os demais anúncios oficiais. E esperamos contar com os leitores, seriamente.

#AcaoMagazineFan: Como é ser autor e editor-chefe da revista? Fale sobre como consegue conciliar os dois trabalhos.
~lordlancaster: Olhando em retrospectiva, eu fazia isso antes da revista sair e as coisas andavam. Eu pessoalmente admito que eu gostaria de falar mais da minha própria série, mas ela tem que mostrar ao que veio e não vou conseguir fazer isso falando – eu tenho é que desenhar e escrever. É o que tenho feito. E também tenho que administrar a empresa, lidar com muita coisa ao mesmo tempo. Houve desgaste, inclusive físico; eu voltei a praticar boxe após um ano e seis meses de ausência, cuidar da parte financeira e tudo o mais. E também tive que cuidar do meu trabalho, o que foi praticamente uma reinvenção; eu trago influência de duas escolas conflitantes, o mangá e os fumettis – meu traço é mangá, mas minha arte-final remete aos fumettis italianos. Isso não foi bem aceito e mal ou bem, faz parte do trabalho do ilustrador se ajustar ao que seu público quer. Isso não impede que eu faça outras coisas, e teremos em breve um livro meu que nada tem a ver com Expresso, e introduz outro cenário de minha criação – ele já foi escrito e revisado, mas disso eu falarei no devido momento – mas a verdade é que toma boa parte do meu tempo e não é a toa que periodicamente eu seja difícil de ser encontrado mesmo. É porque alguma coisa eu estou fazendo. :)

#AcaoMagazineFan: Há projetos recentes que foram inspirados e impulsionados pelo seu projeto, dois recentes que estão sendo divulgados no momento no grupo oficial da AM são: Nanquim Digital e Conexão HQ, sendo a primeira da forma digital. Você, no inicio do projeto da Ação, não considerou lançar a revista no formato digital? E o que pensa deste formato?
~lordlancaster: Os quadrinhos digitais estão para ficar, e temos planos nesse sentido; mas sendo direto, eles ainda não dão um retorno financeiro tão sólido. Ainda está se estabelecendo um modelo comercial para eles, e até que ele chegue, fica na base da conta e risco. Há projetos interessantes, como o Ledd do J. M. Trevisan e o Lobo Borges, e eu não descarto a possibilidade de que haja uma webcomic exclusiva para o website da Ação em algum momento. Mas atualmente não se pode descartar o impresso em nenhuma hipótese.

#AcaoMagazineFan: O concurso “Seja o Novo!” divulgado em Novembro de 2011 (com término em janeiro de 2012) foi um grande sucesso, muitos enviaram seus trabalhos (inclusive eu :3) e viram isso como uma oportunidade de ser reconhecido. Fale mais sobre ele.
~lordlancaster: Um dos motivos pelo qual eu evaporei por um tempo foi justamente avaliar a quantidade monstruosa de material. Tivemos problemas, especialmente por conta de uma mudança de endereço necessária (e tivemos sorte, porque depois que saímos, o edifício praticamente ao lado desabou na 13 de Maio, lembram que isso apareceu na televisão? O velho prédio era logo ali, teve até gente que nos perguntou se tinha acontecido algo conosco). Mas no final tudo se resolveu e podemos dizer que o saldo é positivo, apesar de dois copistas terem sido pegos com a boca na botija (um decalcou Bleach, outro decalcou um hentai). Provavelmente o resultado do concurso será adiantado mais cedo do que vocês imaginam. :)

#AcaoMagazineFan: Como ficou o Maximum Cosmo depois do inicio do projeto AM? Qual seu contato com ele agora?
~lordlancaster: Aí eu tenho que ser um pouco mais pessoal. Porque eu realmente gosto do Maximum Cosmo, gosto de escrever e se possível manteria o blog constantemente atualizado. Eu volta e meia tiro algo da toca – como essa brincadeira de primeiro de abril – mas por mim, se eu pudesse, trabalharia com uma equipe para notícias e me limitaria a produzir artigos longos com um pouco mais de regularidade. Eu tentei e tive a sorte de encontrar bons colaboradores como a Clara Coelho e o Felipe Onodera, mas eles também tem suas prioridades na vida e respeito isso. As vezes eu olho uma notícia no Natalie ou em outras fontes (notadamente francesas, italianas ou espanholas; elas tendem a reunir dados mais inusitados do que a mídia especializada em língua inglesa, e eu sempre quis manter a personalidade do blog; não haveria espaço nele para falar, digamos, de um AnoHana da vida, nunca quis que ele tivesse um perfil otaku hardcore), e penso: "quero falar sobre isso." Mas algo me diz que a menos que a notícia seja muito especial e mereça um texto mais extenso, não há muito sentido em plantar uma notinha de quando em vez e de vez em quando. Isso já se sentia quando eu escrevia lá; eu tive que parar com as análises de rankings, até porque elas se tornaram repetitivas. Ainda quero ver se consigo escrever mais para ele – e tenho um artigo ou outro para ele no forno, dentro de minhas limitações de tempo – mas agora tenho responsabilidades da qual não posso fugir.

#AcaoMagazineFan: O que você acha destes novos projetos que estão surgindo, como Conexão HQ e Nanquim Digital?
~lordlancaster: Eu desejo boa sorte a eles. Mesmo.

#AcaoMagazineFan: O espaço é seu! Dê o seu recado, para seus fãs, para os fãs da revista, pra quem tá começando, enfim, manda bala! o/
~lordlancaster: Tenham cultura. Para os fãs – aguardem mais um pouquinho só, que teremos boas notícias de verdade. Para os criadores, tenham suas próprias ideias. Não queiram fazer seu próprio Naruto ou Bleach, queiram fazer sua história, não um "cover com composições próprias". Conta pontos para isso ler livros. Não pense que por ser uma mídia visual você possa negligenciar a importância da leitura; se você não lê prosa, não tem referências para ver o que você pode fazer com a própria língua, ou de como ideias podem ser trabalhadas. Quem não lê livros não merece confiança ao criar, vão por mim. Muita gente de potencial é estragada por falta de cultura – e isso até em termos de desenhos; ler te ensina a interpretar ideias, e tem gente que não consegue traduzir visualmente instruções dadas por um roteirista porque não sabe interpretar um referencial, é como se isso soasse alienígena para algumas pessoas. Então aprendam o máximo que puderem. Vocês vão agradecer por isso.



PS: eu ia colocar algumas imagens no meio do texto pra leitura ficar mais confortável, mas acredito que vocês nem olhariam pra elas, então nem me dei o trabalho haha :icongiveafuckplz:
:iconacaomagazinefan:

Número 3... =P
Reegam está sorrindo novamente. :la:
Olá galera, tudo certo com vocês?

Bom, venho por meio desta (sim, comecei escrevendo bonito porque o negócio é sério =P) comunicar algumas coisas para não deixar o pessoal achando que o group foi simplesmente abandonado, ou algo do tipo.

Comecei faculdade agora, e um emprego integral. Já tinha adiantado algo assim neste post ([link]), porém ainda não tinha falado o que era. Eu não falei antes porque gosto de falar as coisas só depois que elas dão certo... :D

Então chega de enrolação e vamos aos esclarecimentos:

Concurso das Elfas Peitudas


Não esqueci, e continuo acompanhando os desenhos que vem. Fiquei muito feliz em ver o número de participações até agora, e sinto não poder agita-lo ainda mais como deveria :C
Como havia dito que não tinha prazo final, estou anunciando agora que o concurso será até o dia 20 de abril. E vou tentar dar o julgamento no dia seguinte (sábado).
Desculpe se o concurso pareceu abandonado ou algo do tipo, e assim vou finaliza-lo nesta data.

Apoio ao fanzineiro


Vou confessar a vocês: tenho 3 entrevistados "na manga", só ainda não consegui entrevista-los O_O
A Kari mesmo estava na geladeira fazia algum tempo, e enfim saiu :D
Espero conseguir entrevistá-los em breve, e peço desculpas pela demora.

BDP: Você decide


Estou mencionando ele apenas pra lembra-lo, mas se ele continuar sem participações vou fechar este. Quem quiser saber mais, é só ver este post: [link]

Os Não-escolhidos


Como a AM não se pronuncia, continua em escanteio. Vamos aguardar sair a n004 para começarmos este :D
Talvez até lá eu esteja com mais tempo para poder acompanhar ;)

Deviants


Agora tirei o limite de mandar desenhos pra cá! xD
Antes tava com um limite de 3 por semana, se não me engano. Agora vocês podem mandar quantos quiser! o/

Bom, acho que é isso por enquanto.
Fui o/
Galera, eu recomendo este fanzine feito por essa moça muito esperta: SPY Project. LEIAM! :D

Entrevistada de hoje:

:iconkariesteves: Kari Esteves!




Karina Esteves, autora de S.P.Y. Project


#AcaoMagazineFan: Seu nome, idade, profissão... enfim, apresente-se ;)
~kariesteves: Karina Esteves (mas o pessoal me chama de Kari), 32 anos, Auxiliar administrativo (no momento desempregada =x), e desenhista e escritora de histórias. Uma pessoa que facilmente se perde numa multidão, mas sempre sabe onde chegar. =)

#AcaoMagazineFan: Quando começou a se interessar por fanzines?
~kariesteves: Faço quadrinhos desde os 10 anos, por influência dos animes e quadrinhos que lia na época (Assistia muito Macross, Zillion, e o mangá Mai, a Garota Sensitiva tinha sido lançado pela Abril Jovem em 91 se não me engano, e meu irmão que já era maior de 18 anos comprava pra mim... =P), mas só comecei a fazer em formato de fanzine mesmo com 17 anos. Com 19 anos lancei o meu primeiro fanzine, Wow!! Desde então, sempre desenhei e criei histórias.

#AcaoMagazineFan: SPY Project conta a história de Karen, uma menina de tipo raro que foi criada isolada do mundo pelos pais, e que agora se encontra numa missão importante. Seu roteiro mistura 'shoujo' com 'shounen', porém a essência é voltada mais para as meninas. Por que escolheu o tema SCI-FI? Fale mais sobre ela.
~kariesteves: Como eu mesma já comentei, os animes que me influenciaram na época a começar a desenhar eram todos dentro da temática SCI-FI. Acho que essa influência acabou me tornando uma fã do gênero e sempre gostei de explorar sentimentos humanos. Isso é bem a tendência do shoujo mangá mesmo. SPY era anteriormente The Rock (que título nada ha ver XD), e era bem mais shonen, pois eu não tinha um bom conhecimento de shoujo mangá até então. Comecei a ter maior e melhor contato com o shoujo mangá depois da popularização de scanlations, onde eu lia muitos mangás em espanhol. Isso enriqueceu muito os meus conhecimentos! Eu gosto dessa mistura entre shonen e shoujo, porque assim tanto homens quanto mulheres podem se sentir confortáveis ao ler o que escrevo.

#AcaoMagazineFan: A história é um pouco confusa no início, porém se desenrola muito bem a partir do capitulo 5 (onde já nos habituamos aos bordões e personalidade dos personagens principais). O que pretende para a série daqui pra frente?
~kariesteves: Hahahaha! Confesso que o início de SPY foi de certa forma mal contado, e peço desculpas aos leitores por isso. Deveria ter feito o primeiro capítulo com mais páginas e tirado algumas coisas desnecessárias ao roteiro. É por isso que pretendo refazer os primeiros capítulos de SPY, justamente para se ajustarem ao ritmo que a historia ganhou a partir do capítulo 5. Pretendo continuar a história seguindo esse estilo que ela adquiriu a partir do capítulo 5 mesmo, melhorando cada vez mais em roteiro e na arte. Logo o arco de apresentação termina, e logo teremos ação de verdade, com outros ingredientes! O capítulo 8 estará pronto em breve, aí vocês vão entender o que quero dizer. Espero não decepcionar.

#AcaoMagazineFan: Além de SPY, que outros projetos são de sua autoria?
~kariesteves: Tenho um romance mais maduro, Reflexus, (criada no ano de 2002) que conta a história de uma família de paulistanos descendentes de italianos, o pai Roberto, o filho mais velho Daniel, a filha do meio Amanda e a caçula Daisy, que se recuperam da perda trágica de Aurora, esposa e mãe, vítima da violência urbana. É uma história que explora bastante o cotidiano de família, escola, trabalho, e onde temas como sexo, drogas, preconceito são discutidos. Tenho também Amigos!, (criada no ano de 2001) que conta de uma forma mais leve a história de Karla Maria, Fernando, Letícia, Susana e Jean Pierre, que dividem suas histórias de vida, amizade, paixão, decepção... enfim, eles crescem juntos. E uma no estilo Mahou Shoujo, Thabita, com muita magia, diversão e mistérios!! A cabecinha aqui não pára. XD

:#AcaoMagazineFan: E pro futuro, além de SPY?
~kariesteves: Posso criar alguma história dentro do universo de SPY, já que o background é praticamente um conceito. Pensei em fazer uma espécie de continuação, mas alguns anos à frente, com outros personagens sendo principais. Como pode ver, gosto de SCI-FI e do universo que acabei criando. Pensei em criar algo mais maduro também, no estilo novela.

#AcaoMagazineFan: Este seu fanzine que você lançou aos 19 anos, sobre o que era? Fale mais sobre ele. :D
~kariesteves: Por incrível que pareça, era a primeira versão de SPY que eu havia desenhado!(Tinha um nome tétrico...) Influenciada por mangás de temática shonen e seinen, essa antiga versão era mais chucra, com palavrões, algumas cenas mais provocantes que as que SPY tem agora (me tornei especialista em fancervice nessa época XD). Além de, claro, os desenhos não terem o mesmo equilíbrio de hoje (imagine como era há 12 anos atrás... ainda tenho scans de desenhos daquele tempo, que feios XD).

#AcaoMagazineFan: Entrevistei a Haru que também é fanzineira e vende seus fanzines 'fisicamente'. Pelo que entendi, você também faz e vende SPY impresso, em eventos. Como é vender fisicamente: se dá um bom lucro, ou quais vantagens você vê?
~kariesteves: A venda física é algo que eu fazia antes mesmo de entrar no mundo digital, ou ter o meu blog. Havia ficado na geladeira depois de quase 10 anos, mas agora que resolvi fazer versões impressas de SPY e participar de eventos do gênero, posso dizer que a experiência é muito gratificante pelo reconhecimento do seu material, a chance de alcançar novos leitores, e o aumento da divulgação de ambos os lados. É muito gostoso você ver o pessoal comprando o seu material, e principalmente gostando do que leu. =)

#AcaoMagazineFan: Seu estilo é, digamos, 'forte': você gosta muito do contraste de preto e branco, e usa pouco os tons de cinza, mas não deixa de ser delicado e harmonioso. Em que você se espelha no traço?
~kariesteves: O meu estilo é bem retrô. Muitos olham e dizem que lembram mangás dos anos 80/90. Não consigo dizer a você em quem me espelho no traço, porque não encontro nada parecido com o que faço... Mas tem alguns desenhistas que me chamam atenção pela delicadeza e precisão. Gosto de Kosuke Fujishima (Ah! Megami Sama!), CLAMP (podem me xingar, mas eu gosto do atual minimalista delas, sem tanta poluição visual), Maki Enjouji (Hapi Mari, um mangá josei), Haruhiko Mikimoto (Macross), Kiyo Qjo (Trinity Blood e Zone 00), Masakazu Katsura (I's, Video Girl Ai, Zetman), Nobuhiro Watsuki (Kenshin, Busou Renkin), Eiichiro Oda (One Piece), Niwano Makoto (Majima Kun) e um dos veteranos que mais gosto, Go Nagai (o pai do Mazinger Z)... muita gente me influencia, pelo estilo, narrativa, traço... Passaria horas citando os que mais me influenciam... XD

#AcaoMagazineFan: O que acha da revista Ação Magazine? Pretende mandar algo pra eles no futuro?
~kariesteves: Eu gosto do projeto/iniciativa da Ação. Já estava mais do que na hora de alguém fazer uma revista assim aqui no Brasil. Espero e torço para que a revista cresça cada vez mais, e tenha o seu devido reconhecimento, tanto pela crítica, como pelo público (e torço também pra revista não se tornar uma panelinha de artistas quase famosos). Quanto a mandar trabalhos... bem, até me interessei pelo concurso. Só achei que fiquei sabendo em cima da hora demais para preparar algo dentro do preposto pela própria estrutura da revista (shonen). Quem sabe numa próxima oportunidade, né?

#AcaoMagazineFan: Diga algo pra galera que vai ser seu zine, ou que já lê, ou que tá começando neste mundo, enfim... Mande seu recado ;)
~kariesteves: Estou fazendo as páginas do capítulo 8 e logo ele estará no ar! Peço desculpas pela minha demora, mas agora, acho que finalmente consegui pegar o ritmo de novo. SPY voltou com tudo!! E pra quem ainda não conhece... Logo trarei algo bem legal pra vocês. Aguardem!!

#AcaoMagazineFan: Contatos?
Email: mangakari@hotmail.com ou kari.esteves@live.com.
Blog: http://cantinhodakari.blogspot.com
DA: ~kariesteves
Facebook: Kari Esteves
Twitter: @kariesteves




Se você tem um zine e gostaria de ser entrevistado(a) e divulgado, leia este post ([link]) e saiba mais detalhes.

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